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Que tal 1 iConar? – Respondi assim a pergunta do youPIX sobre o ‘caso’ Sephora e 3 blogueiras
O youPIX pediu minha opiniao sobre o ‘caso’ Sephora e as 3 blogueiras envolvidas em suspeita de propaganda dissimulada. Escrevi o seguinte –
A corporaçao organizada da publicidade está começando a chorar as pitangas porque nao percebeu a tempo o formato ‘publieditorial’ ou nao quis reconhecer nele – e em outros atalhos similares – 1 modo legitimo de anunciar. Continua agarrada ao comercial de 30 e ao anuncio impresso em revistas e jornais que, hoje em dia, ja nao sao mais os mesmos e, seguramente, ja nao dao o mesmo resultado de antes – ver Campanhas publicitárias veiculadas na TV dos EUA falham em atingir sua audiência. Entao recorre a uma suposta autoridade do Conar, que hoje em nada lembra o Conselho imaginado por Caio Domingues, para pressionar pelas verbas que lhe fogem ao controle (posso estar enganado mas é assim que eu vejo).
Posts pagos claramente dados como pagos por quem os publica, sao isso mesmo – nada demais. Nao informou que o post era de algum modo remunerado (e era) entao pau nos autores. Simples assim. O Conar nao é desse tempo e nao está preparado para julgar o que vale ou o que nao vale na internet, eu creio. Acho pessoalmente que devia se contentar em controlar a publicidade paga na TV, no radio e nos impressos. Ou entao se modernizar – em estrutura e pessoal – pra se capacitar a entrar em areas mais novas – que tal 1 iConar? :)
Sobre o caso do ‘Perdi Meu Amor na Balada’, o que eles estao querendo? O fim do viral como arma publicitaria? Tsc, tsc, só deixar correr solto que hoje em dia tem coisa melhor que autorregulamentaçao – o julgamento nas midias sociais pode até ser injusto mas nao é mais que o eventualmente expresso por votos de grupos fechados e, na maioria das vezes, irrecorrivelmente conservadores.
Veja tambem as opinioes do Interney e da Julia Petit
maria teresa b pereira silva arbulu
Acredito sempre na premissa de que o CONAR zela por melhores práticas da propaganda e para que seu conteúdo transmita conceitos, valores ou características do produto ao consumidor. Tenho acompanhado o esforço do CONAR para preservar a liberdade de expressão e incentivar a criatividade. Ao teaser,o direito da surpresa!
A internet com as redes sociais e blogs trouxe um novo formato de meio, camuflado por “relacionamento”.
No meu entender não é o CONAR que está desatualizado. Somos nós, atores da indústria da comunicação que precisamos inserir estes novos meios aos negócios da comunicação. O blogueiro faz um “testemunhal” em sua coluna, remunerado. Mas não vem escrito ali “informe publicitário”, não tem 15 ou 30segundos, meia página ou uma dupla. E é propaganda, uma nova forma de fazer a propaganda, de propagar ideias, conceitos, produtos e serviços. Há muito por fazer, mas podemos começar definindo os papeis das redes sociais e de toda a blogosfera, como os anunciantes participam destes meios, como querem se expressar e se relacionar com seus consumidores.